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15 de novembro, dia da Umbanda

November 14, 2017

 

Em 15 de novembro de 1908 o Caboclo das Sete Encruzilhadas anunciava o surgimento de uma nova religião através do médium Zélio Fernandino de Moraes.

 

Essa data marca o surgimento estruturado da umbanda para os homens, já que a Senhora da Luz Velada é muito mais antiga nos planos rarefeitos que o próprio planeta Terra. Embora a participação do médium Zélio de Moraes e o advento do Caboclo das Sete Encruzilhadas não sejam o único fato relacionando à organização terrena da umbanda, não se pode negar que é o marco referencial mais importante do movimento. (Norberto Peixoto, A Missão da Umbanda, 2008. Pg 11).

 

Sendo assim, a umbanda é uma religião brasileira, e nela encontra-se o amálgama do misticismo do índio, da magia do negro africano e das crenças brancas judaico-cristãs, católicas e espíritas. Com isso, temos o que há de mais lindo na cultura brasileira, a diversidade, o que chamamos de sincretismo religioso.

 

Como tudo começou

 

O pai de Zélio, Joaqulin Fernandino Costa, apesar de não frequentar nenhum centro espírita, era adepto do espiritismo e tinha o hábito de ler livros espíritas. Em 15 de novembro de 1908, por sugestão de um amigo, levou Zélio à Federação Espírita de Niterói. Convidados por José de Souza, dirigente da instituição, para participar da sessão, ambos se sentaram à mesa, e em seguida, contrariando as normas do trabalho, Zélio levantou-se e disse: "Aqui está faltando uma flor". Dirigiu-se ao jardim, apanhou uma rosa branca e colocou-a no centro da mesa. Iniciou-se então uma estranha confusão no local: ele incorporou uma entidade e, simultaneamente, diversos médiuns também apresentaram incorporações de caboclos e pretos velhos. Advertida pelo dirigente do trabalho, a entidade incorporada no rapaz perguntou: "Por que repelem a presença desses espíritos, se nem sequer se dignaram a ouvir suas mensagens? Será por suas origens sociais, ou em decorrência de sua cor?".

Seguiu-se um diálogo acalorado, e, embora o espírito desconhecido desenvolvesse uma argumentação segura, os responsáveis pela sessão procuravam doutriná-lo e afastá-lo. "Por que o irmão fala nesses termos, pretendendo que a direção aceite a manifestação de espíritos que, pelo grau de cultura que tiveram quando encarnados, são claramente atrasados? Por que fala desse modo, se estou vendo que me dirijo neste momento a um jesuíta, cuja veste branca reflete uma aura de luz? Qual é o seu nome, irmão?"

O espírito desconhecido respondeu então: "Se julgam atrasados os espíritos de pretos e índios, devo dizer que amanhã (16 de novembro) estarei na casa de meu aparelho para dar início a um culto em que esses irmãos poderão transmitir suas mensagens, e, desse modo, cumprir a missão que o plano espiritual lhes confiou. Será uma religião que falará aos humildes simbolizando a igualdade que deve existir entre todos os irmãos, encarnados e desencarnados. E se querem saber meu nome, que seja este: Caboclo das Sete Encruzilhadas, porque para mim não haverá caminhos fechados".

O vidente retrucou com ironia: "Julga o irmão que alguém irá assistir ao seu culto?". Ao que o espírito respondeu: "Cada colina de Niterói atuará como porta-voz, anunciando o culto que amanhã darei início". No dia seguinte, na casa da família Moraes, à rua Floriano Peixoto, número 30, às 20 horas, estavam reunidos os membros da Federação Espírita para comprovar a veracidade do que fora declarado na véspera. Parentes próximos, amigos e vizinhos também se fizeram presentes, e, do lado de fora, uma multidão de desconhecidos. Foi então que o Caboclo das Sete Encruzilhadas manifestou-se e declarou que naquele momento se iniciava um novo culto, com a participação de espíritos de velhos africanos escravos que, desencarnados, não encontravam campo de atuação nos remanescentes das seitas negras, deturpadas e totalmente dirigidas a trabalhos de feitiçaria, além de índios nativos de nosso território que trabalham em benefício de seus irmãos encarnados, independentemente de cor, raça, credo ou condição social.

A prática da caridade, no sentido do amor fraterno, seria, portanto, a característica principal do culto, que teria por base o Evangelho de Jesus, cujas normas o caboclo então estabeleceu. Dentre elas, as de que nas sessões diárias (assim seriam chamados os períodos de trabalho espiritual), das 20 às 22 horas, os participantes estariam uniformizados, todos de branco, e o atendimento seria gratuito, e que o nome do movimento religioso seria umbanda, que significa "manifestação do espírito para a caridade".

 

Fonte: PEIXOTO, Norberto: A missão da Umbanda – Ramatis.

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